CALAZANS DUARTE
DESBRAVANDO NOVOS CAMINHOS PARA O ENSINO E PARA A VIDA
No passado dia 25 de Janeiro, após cerca de um ano e onze meses de caminhada, concluiu as suas actividades lectivas a primeira turma dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA), tipo A, ou seja: o primeiro grupo de formandos, nesta nova modalidade de ensino, que percorreu todo o trajecto correspondente à totalidade do ciclo do Ensino Secundário. Este facto não seria relevante se não significasse, só por si, um novo desafio para a instituição escolar, já que representa uma filosofia de escola totalmente distinta da visão tradicional, uma maneira diferente de encarar o processo ensino/aprendizagem, um modo muito mais efectivo de partilhar experiências de vida, em que todos os seus intervenientes (formadores e formandos) saem mais enriquecidos, porquanto, todos eles, perante uma realidade bem distinta da que, ao longo de anos de experiência, se haviam habituado, tiveram de se socorrer de muita imaginação e da sua vontade para conseguirem alcançar os seus objectivos e chegar a este ponto com a reconfortante sensação de dever cumprido.
Se o enriquecimento mútuo, fruto da partilha de experiências e conhecimentos, já fará algum sentido nos modelos de ensino mais tradicionais, neste processo, em geral, e nesta turma, em particular, terá um significado ainda muito mais profundo, pois, tanto formandos como formadores foram cúmplices no desbravar, tantas vezes angustiante e doloroso, do novo caminho que a todos se deparava, tão cheio de incertezas e questões, mas sempre com a certeza de, no final, se poder alcançar uma nova conquista, um novo saber, uma nova perspetiva de tantas coisas que, por vezes, nos passam desapercebidas, porquanto, todos os intervenientes nesta empresa estavam num processo totalmente inexplorado, tendo que aprender com os seus erros, tendo que lutar contra muitas dúvidas e indecisões, mas sempre imbuídos de um querer tenaz, para ultrapassar todas as contrariedades e barreiras que se lhes afiguravam. E terá sido, talvez, por esta mesma razão e pelo estímulo que estes novos desafios proporcionavam, que a equipa pedagógica desta turma, assim como os próprios formandos, procuraram, com o esforço inventivo da sua imaginação e criatividade, as soluções para ultrapassarem todos os desafios e contrariedades que se lhes apresentavam, conseguindo assim uma maior cumplicidade e participação de todos em todo este processo. E foi baseados nesta força solidária, o motor efectivo de todo querer que a todos movia, que se conseguiu chegar a bom porto com um assinalável sentimento de gratidão e de dever cumprido, após quase dois anos de contínua e trabalhosa caminhada. Será por tudo isto que a generalidade dos formandos que terminaram o processo realçam, como factores positivos de todo este percurso, nas suas declarações informais, ou nas entrevistas e inquéritos a que responderam, a valorização pessoal, por se sentirem mais habilitados para concorrerem no mercado de trabalho, a elevação da sua auto-estima, por se sentirem capazes de atingir metas e obter capacidades que julgavam inacessíveis, a aquisição de novos conhecimentos e a abertura de espírito, conseguindo observar a realidade segundo perspectivas diferentes, mas, sobretudo, o espírito de cooperação e amizade que se gerou entre todos (formadores e formandos), que fará com que esta turma constitua um marco nas vidas de quem nela participou, mas também na vida da Escola.
Não se pense, contudo, que esta caminhada não foi isenta de dolorosos tropeções, de momentos de desalentosas dúvidas e de angustiantes indecisões: desde o início, enquanto se esperava pela resolução dos trâmites burocráticos que impediam o avanço das actividades, até que um dia, naquele frio dia 9 de Fevereiro de 2009, tudo se decidiu e tudo teve que começar com uma urgência desenfreada, o que deixou a todos bastante perplexos e atónitos, sem saberem muito bem o que fazer e como o fazer. Mas com a boa vontade e a abnegação de todos, tudo foi entrando na engrenagem, apesar de muitas contrariedades, duvidas e questões, apesar dos pequenos conflitos e mal-entendidos, sempre presentes nestes processos, já que todos estavam na mesma condição de desbravadores de trilhos totalmente inexplorados, apesar de alguns momentos de desmotivação e desânimo de alguns formandos, que levaram mesmo a algumas desistências, ou mudanças de rumo, que muito penalizaram a equipa pedagógica e trouxeram a tristeza à turma, apesar do cansaço pela quantidade e pelo ritmo dos trabalhos exigidos, alguns mesmo um pouco repetitivos, culminando na frequente mudança de formadores, sobretudo no caso da área de STC… tudo isto contribuiu para que, no final, sanados todos estes constrangimentos, todos se sentissem mais fortemente ligados e agradecidos pelo compartilhar desta tão marcante experiência.
DESBRAVANDO NOVOS CAMINHOS PARA O ENSINO E PARA A VIDA
No passado dia 25 de Janeiro, após cerca de um ano e onze meses de caminhada, concluiu as suas actividades lectivas a primeira turma dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA), tipo A, ou seja: o primeiro grupo de formandos, nesta nova modalidade de ensino, que percorreu todo o trajecto correspondente à totalidade do ciclo do Ensino Secundário. Este facto não seria relevante se não significasse, só por si, um novo desafio para a instituição escolar, já que representa uma filosofia de escola totalmente distinta da visão tradicional, uma maneira diferente de encarar o processo ensino/aprendizagem, um modo muito mais efectivo de partilhar experiências de vida, em que todos os seus intervenientes (formadores e formandos) saem mais enriquecidos, porquanto, todos eles, perante uma realidade bem distinta da que, ao longo de anos de experiência, se haviam habituado, tiveram de se socorrer de muita imaginação e da sua vontade para conseguirem alcançar os seus objectivos e chegar a este ponto com a reconfortante sensação de dever cumprido.
Se o enriquecimento mútuo, fruto da partilha de experiências e conhecimentos, já fará algum sentido nos modelos de ensino mais tradicionais, neste processo, em geral, e nesta turma, em particular, terá um significado ainda muito mais profundo, pois, tanto formandos como formadores foram cúmplices no desbravar, tantas vezes angustiante e doloroso, do novo caminho que a todos se deparava, tão cheio de incertezas e questões, mas sempre com a certeza de, no final, se poder alcançar uma nova conquista, um novo saber, uma nova perspetiva de tantas coisas que, por vezes, nos passam desapercebidas, porquanto, todos os intervenientes nesta empresa estavam num processo totalmente inexplorado, tendo que aprender com os seus erros, tendo que lutar contra muitas dúvidas e indecisões, mas sempre imbuídos de um querer tenaz, para ultrapassar todas as contrariedades e barreiras que se lhes afiguravam. E terá sido, talvez, por esta mesma razão e pelo estímulo que estes novos desafios proporcionavam, que a equipa pedagógica desta turma, assim como os próprios formandos, procuraram, com o esforço inventivo da sua imaginação e criatividade, as soluções para ultrapassarem todos os desafios e contrariedades que se lhes apresentavam, conseguindo assim uma maior cumplicidade e participação de todos em todo este processo. E foi baseados nesta força solidária, o motor efectivo de todo querer que a todos movia, que se conseguiu chegar a bom porto com um assinalável sentimento de gratidão e de dever cumprido, após quase dois anos de contínua e trabalhosa caminhada. Será por tudo isto que a generalidade dos formandos que terminaram o processo realçam, como factores positivos de todo este percurso, nas suas declarações informais, ou nas entrevistas e inquéritos a que responderam, a valorização pessoal, por se sentirem mais habilitados para concorrerem no mercado de trabalho, a elevação da sua auto-estima, por se sentirem capazes de atingir metas e obter capacidades que julgavam inacessíveis, a aquisição de novos conhecimentos e a abertura de espírito, conseguindo observar a realidade segundo perspectivas diferentes, mas, sobretudo, o espírito de cooperação e amizade que se gerou entre todos (formadores e formandos), que fará com que esta turma constitua um marco nas vidas de quem nela participou, mas também na vida da Escola.
Não se pense, contudo, que esta caminhada não foi isenta de dolorosos tropeções, de momentos de desalentosas dúvidas e de angustiantes indecisões: desde o início, enquanto se esperava pela resolução dos trâmites burocráticos que impediam o avanço das actividades, até que um dia, naquele frio dia 9 de Fevereiro de 2009, tudo se decidiu e tudo teve que começar com uma urgência desenfreada, o que deixou a todos bastante perplexos e atónitos, sem saberem muito bem o que fazer e como o fazer. Mas com a boa vontade e a abnegação de todos, tudo foi entrando na engrenagem, apesar de muitas contrariedades, duvidas e questões, apesar dos pequenos conflitos e mal-entendidos, sempre presentes nestes processos, já que todos estavam na mesma condição de desbravadores de trilhos totalmente inexplorados, apesar de alguns momentos de desmotivação e desânimo de alguns formandos, que levaram mesmo a algumas desistências, ou mudanças de rumo, que muito penalizaram a equipa pedagógica e trouxeram a tristeza à turma, apesar do cansaço pela quantidade e pelo ritmo dos trabalhos exigidos, alguns mesmo um pouco repetitivos, culminando na frequente mudança de formadores, sobretudo no caso da área de STC… tudo isto contribuiu para que, no final, sanados todos estes constrangimentos, todos se sentissem mais fortemente ligados e agradecidos pelo compartilhar desta tão marcante experiência.
UM CAMINHO DE CUMPLICIDADES
Se a diversidade de interesses dos formandos, se a sua grande diferença de idades – já que havia elementos com 18 anos, ou pouco mais, até aos que tinham mais de 60, se a heterogeneidade das suas experiências de vida e das suas motivações pessoais poderiam assustar, por se pensar que estes seriam factores de desestabilização e conflito, depressa se verificou que, entre todos, se criaram fortes cumplicidades e uma efectiva partilha de saberes e experiências, e houve logo um são espírito de entreajuda e cooperação que proporcionou uma intensa e frutuosa troca de opiniões, reveladoras de perspectivas completamente distintas, originando calorosos debates que animaram bastante muitas sessões de todas as áreas. Relembrem-se, a propósito, os calorosos debates sobre a igualdade de género, logo no primeiro Núcleo Gerador, os debates sobre integração das minorias sociais e a problemática das migrações, entre muitos outros que se geravam espontaneamente, a propósito dos temas tratados, culminando num interessante debate, em que se empenharam todas as áreas disciplinares, onde os formandos assumiram papéis previamente definidos e discutiram as vantagens e desvantagens de uma hipotética construção de uma central nuclear numa vila do interior do país. Para demonstrar o empenho e o espírito de entreajuda presentes nestes formandos, podemos referir, a título de exemplo, como foi deveras tocante ver como o Sr. Manuel, o formando mais idoso do grupo, era auxiliado pelos mais jovens, nomeadamente pela Tânia e pela Sofia, a desenvencilhar-se com o computador, assim como foi bonito de se ver o interesse com que todos esses elementos mais jovens receberam a experiência de vida desse adulto, sobretudo quando ele falou da sua passagem pela guerra ultramarina, provando que, naquele caso, as diferentes gerações não se digladiavam, mas, muito pelo contrário, se complementavam. Foi também interessante constatar como os formandos apreendiam e transpunham para a realidade das suas vidas os ensinamentos que iam adquirindo, ao longo de todo o processo, nomeadamente, quando, no tema Economia e Gestão usaram as competências adquiridas no preenchimento de formulários de IRS e em outros aspectos práticos do dia-a-dia, ou quando, a propósito de um desafio proposto pelo formador de CLC, descobriram que a literatura, que até então achavam inacessível e demasiado hermética, tinha muito a ver com as suas experiências e as suas motivações, tendo um dos formandos descoberto que, a poesia e a literatura não estavam tão longe do “seu” futebol e do “seu” Benfica, ao ler as crónicas de Manuel Alegre; ou ainda, após as reservas e reticências iniciais, esses mesmos formandos encontraram interesse e utilidade na aprendizagem do Espanhol, conseguindo resultados assinaláveis.
Refira-se, em conclusão, que os grandes trunfos deste processo foram precisamente essa cumplicidade, essa troca frutuosa de experiências e o grande espírito de entreajuda, não só entre os formandos, mas também entre formandos e formadores, como ainda no seio da própria equipa pedagógica, brilhantemente dirigida pela Mediadora, Dr.ª Isilda silva. Por tudo isso, não é de admirar que tenha surgido uma sincera amizade entre todos, apesar de muitos, formadores e formandos, terem tido que abandonar o grupo, por diversas razões, tanto pessoais como profissionais.
Ao fazer-se o balanço de toda esta caminhada, verificamos que é sempre com saudade que se relembram formadores, como: a Dr.ª Sofia Henriqueto, aquela jovem formadora de Sociedade, Tecnologia e Ciência (STC), a primeira desta área, que, vinda do seu Alentejo natal, criou uma empatia e uma cumplicidade tais que deixaram uma marca indelével nos formandos que se cruzaram com ela, apesar de ter acompanhado a turma, apenas durante os primeiros dois meses do percurso. Podemos referir também os casos da Dr.ª Andreia Cardoso, a primeira formadora de Cidadania e Profissionalidade (CP), e da Dr.ª Maria José Borges, a segunda formadora de STC, que também são muito recordadas, por terem acompanhado a turma nos seus momentos iniciais, talvez os mais decisivos para o êxito desta jornada; já para não deixar de referir os casos da Dr.ª Lúcia Ludovino, formadora de STC 6, no final do ano lectivo de 2009-2010, ou da Dr.ª Conceição Alves, formadora de CP, ao longo de todo esse ano lectivo, todas elas tendo que abandonar a nossa Escola, por razões profissionais.
Também não devemos deixar de recordar alguns formandos que, apesar de não terem feito todo o percurso, muito marcaram a turma, como foram os casos do já citado, Sr. Manuel Calhanas, que trouxe do seu Alentejo natal toda uma imensa e riquíssima experiência de vida e que, com o seu exemplo de perseverança, muito ajudou a turma a prosseguir no seu caminho; a alegre Carla Susana, que animava de sobremaneira todas as sessões em que participava, maugrado as partidas que a vida lhe pregava; a lutadora Carla Simão, a empreendedora Ana Paula Silva, que se salientava pela sua abnegação e sensatez; o Carlos Ribeiro, sempre muito participativo e brioso no que fazia; para além da doce Liane, da frágil Sofia, do Diogo, dos dois Sérgios, da Ana Chaves, da Lucinda… não esquecendo muitos outros que seria fastidioso enumerar, mas que, apesar da sua fugaz passagem, foram elementos tão marcantes para o percurso desta turma!
Refira-se, em conclusão, que os grandes trunfos deste processo foram precisamente essa cumplicidade, essa troca frutuosa de experiências e o grande espírito de entreajuda, não só entre os formandos, mas também entre formandos e formadores, como ainda no seio da própria equipa pedagógica, brilhantemente dirigida pela Mediadora, Dr.ª Isilda silva. Por tudo isso, não é de admirar que tenha surgido uma sincera amizade entre todos, apesar de muitos, formadores e formandos, terem tido que abandonar o grupo, por diversas razões, tanto pessoais como profissionais.
Ao fazer-se o balanço de toda esta caminhada, verificamos que é sempre com saudade que se relembram formadores, como: a Dr.ª Sofia Henriqueto, aquela jovem formadora de Sociedade, Tecnologia e Ciência (STC), a primeira desta área, que, vinda do seu Alentejo natal, criou uma empatia e uma cumplicidade tais que deixaram uma marca indelével nos formandos que se cruzaram com ela, apesar de ter acompanhado a turma, apenas durante os primeiros dois meses do percurso. Podemos referir também os casos da Dr.ª Andreia Cardoso, a primeira formadora de Cidadania e Profissionalidade (CP), e da Dr.ª Maria José Borges, a segunda formadora de STC, que também são muito recordadas, por terem acompanhado a turma nos seus momentos iniciais, talvez os mais decisivos para o êxito desta jornada; já para não deixar de referir os casos da Dr.ª Lúcia Ludovino, formadora de STC 6, no final do ano lectivo de 2009-2010, ou da Dr.ª Conceição Alves, formadora de CP, ao longo de todo esse ano lectivo, todas elas tendo que abandonar a nossa Escola, por razões profissionais.
Também não devemos deixar de recordar alguns formandos que, apesar de não terem feito todo o percurso, muito marcaram a turma, como foram os casos do já citado, Sr. Manuel Calhanas, que trouxe do seu Alentejo natal toda uma imensa e riquíssima experiência de vida e que, com o seu exemplo de perseverança, muito ajudou a turma a prosseguir no seu caminho; a alegre Carla Susana, que animava de sobremaneira todas as sessões em que participava, maugrado as partidas que a vida lhe pregava; a lutadora Carla Simão, a empreendedora Ana Paula Silva, que se salientava pela sua abnegação e sensatez; o Carlos Ribeiro, sempre muito participativo e brioso no que fazia; para além da doce Liane, da frágil Sofia, do Diogo, dos dois Sérgios, da Ana Chaves, da Lucinda… não esquecendo muitos outros que seria fastidioso enumerar, mas que, apesar da sua fugaz passagem, foram elementos tão marcantes para o percurso desta turma!
APRENDIZAGENS PARA A VIDA
Desde o início que, a equipa pedagógica desta turma, interpretando as orientações dos Referenciais de Validação de Conhecimentos, implementou um conjunto de actividades integradoras para que houvesse um maior contacto com a sociedade envolvente, para proporcionar perspectivas diferentes na abordagem dos diversos temas tratados, ao longo de todo o processo; actividades essas em que se empenhavam todos os elementos desta equipa, criando uma dinâmica que proporcionava uma maior abertura da turma à Escola e ao espaço envolvente, já que, muitas destas acções eram abertas à comunidade escolar, nomeadamente a todos os formandos e formadores dos cursos EFA. Foi assim que, logo no primeiro tema abordado pela formadora de CP, Andreia Cardoso, esta organizou uma palestra sobre violência doméstica, para a qual convidou uma representante de uma instituição de acolhimento de vítimas desses crimes. Pouco depois, a propósito do tema Ambiente e Sustentabilidade, abordado nas áreas de CLC (Cultura, Língua e Comunicação) e STC, organizou-se uma interessante visita a uma fábrica de vidros, local de trabalho do formando Jorge Roldão, tendo-se também visitado um atelier de uma gravadora em vidro, que mostrou algumas das suas mais interessantes obras; refira-se, a propósito, o empenho que o formando Jorge Roldão demonstrou em compartilhar com os colegas e formadores a sua experiência profissional, mostrando todos os aspectos da indústria em que participava, integrando esses seus saberes no contexto temático desta proveitosa visita. Já no ano lectivo de 2009-2010, no âmbito do tema Saúde, foi convidada uma Técnica de Análises Clínicas, que veio falar sobre alguns aspectos da sua actividade profissional. No natal desse mesmo ano, os formandos desta turma, com a colaboração de outros formandos e formadores dos cursos EFA, organizaram um sarau de poesia e música, com muitas e variadas participações. No final desse ano lectivo, a propósito do tema Urbanismo e Mobilidade, a equipa pedagógica convidou um representante da Associação dos Amigos dos Comboios que fez uma interessante palestra sobre a evolução dos caminhos-de-ferro, nomeadamente, na nossa região. No último tema tratado nas áreas de CLC e de STC, organizou-se o já referido debate sobre energia nuclear em que estiveram envolvidos todos os formandos e formadores. E para culminar todas estas Actividades Integradoras, conjuntamente com as demais turmas EFA, estes formandos foram assistir a uma representação teatral, ao Casino Estoril, tendo apreciado o musical, “Fado, História de um Povo”.
Com toda esta dinâmica, com a participação nestas e em muitas outras actividades, também realizadas no contexto de outras turmas EFA, poder-se-á garantir que esta modalidade de ensino constitui, sem dúvida, um meio bastante eficaz, tanto de aquisição de conhecimentos, como de abordagem de novas experiências, que muito enriquecerão a História das Vidas destes cidadãos, aumentando-lhes a confiança e elevando-lhes a auto-estima.
Finalmente, para que não se esqueçam os verdadeiros heróis desta empresa, aqui lhes deixamos os nossos agradecimentos:
Ao discreto e tímido Bruno, aquele de quem se não notava a presença;
Ao interventivo David, um dos formandos cuja evolução se notou mais nitidamente;
Ao sagaz e ponderado Jorge, o labutador e questionador, que iluminava com as suas reflexões inteligentes todos os debates;
À discreta e laboriosa Conceição, uma das formandas que com seguiu uma maior autonomia e, decerto, uma maior elevação da sua auto-estima;
Ao inconformado Rafael, o “doente” do futebol, grande gestor dos seus esforços, fazendo só o essencial para conseguir os seus objectivos, para grande desespero de alguns formadores;
À prestimosa e delicada Tânia, aquela jovem ponderada e sempre bastante sagaz nas suas intervenções, com uma maturidade pouco comum em gente da sua idade;
Ao sempre disponível Vladimiro que, lutando contra todas as dificuldades, não olhava a esforços para ajudar a quem dele necessitasse.
A todos estes resistentes, a todos estes sete magníficos, para além dos outros, já anteriormente mencionados, é imperioso agradecer-lhes o empenho, a dedicação e, sobretudo, a sincera amizade que nos ficou de toda esta caminhada.
Com toda esta dinâmica, com a participação nestas e em muitas outras actividades, também realizadas no contexto de outras turmas EFA, poder-se-á garantir que esta modalidade de ensino constitui, sem dúvida, um meio bastante eficaz, tanto de aquisição de conhecimentos, como de abordagem de novas experiências, que muito enriquecerão a História das Vidas destes cidadãos, aumentando-lhes a confiança e elevando-lhes a auto-estima.
Finalmente, para que não se esqueçam os verdadeiros heróis desta empresa, aqui lhes deixamos os nossos agradecimentos:
Ao discreto e tímido Bruno, aquele de quem se não notava a presença;
Ao interventivo David, um dos formandos cuja evolução se notou mais nitidamente;
Ao sagaz e ponderado Jorge, o labutador e questionador, que iluminava com as suas reflexões inteligentes todos os debates;
À discreta e laboriosa Conceição, uma das formandas que com seguiu uma maior autonomia e, decerto, uma maior elevação da sua auto-estima;
Ao inconformado Rafael, o “doente” do futebol, grande gestor dos seus esforços, fazendo só o essencial para conseguir os seus objectivos, para grande desespero de alguns formadores;
À prestimosa e delicada Tânia, aquela jovem ponderada e sempre bastante sagaz nas suas intervenções, com uma maturidade pouco comum em gente da sua idade;
Ao sempre disponível Vladimiro que, lutando contra todas as dificuldades, não olhava a esforços para ajudar a quem dele necessitasse.
A todos estes resistentes, a todos estes sete magníficos, para além dos outros, já anteriormente mencionados, é imperioso agradecer-lhes o empenho, a dedicação e, sobretudo, a sincera amizade que nos ficou de toda esta caminhada.
Para demonstrar o sentimento de profunda e sincera gratidão com que estes cidadãos sempre nos presentearam, durante este longo processo, aqui transcrevemos umas décimas, um genuíno exemplo da poesia popular alentejana, produzidas pelo formando, Manuel Calhanas, que resumem com uma grande clareza toda a filosofia que deve nortear esta modalidade de ensino, valorizando uma história de vida plena de saberes de experiências feitos.
MOTE
Sou um Doutor Engenheiro.
Do que a vida me ensinou
Aos homens devo o que sei
À vida tudo o que sou
I
Nasci para a vida no campo
A trabalhar noite e dia
Sem perder qualquer encanto
No tempo do não havia
Assim foi passando o tempo
Trabalhando o dia inteiro
Para ganhar o sustento:
É vida de Seareiro.
Por isso digo o que sinto:
Sou um Doutor Engenheiro.
II
De tudo o que sei na vida,
Que trago sempre comigo,
Devo a meus pais e avós
E também a alguns amigos
Que tudo me ensinaram
E que agradecido estou
É tempo de agradecer
De tudo o que já passou.
Sou um Doutor Engenheiro
Do que a vida me ensinou.
III
Nasci um dia para paz
Mas para a guerra me levaram
Matar para não morrer
Foi tudo o que me ensinaram.
A guerra não era minha
Mas cumpri o meu dever.
Angola foi meu destino
No Vera Cruz embarquei
Sou um doutor Engenheiro
Aos homens devo o que sei.
IV
E quando a guerra acabou
Regressado ao não havia
Mudar de vida pensei
Para ganhar o que comia.
Emigrar foi meu destino
À Marinha vim parar
E deixei o meu lugar
Mas a saudade ficou.
Sou um Doutor Engenheiro
À vida devo o que sou.
MANUEL CALHANAS
Sou um Doutor Engenheiro.
Do que a vida me ensinou
Aos homens devo o que sei
À vida tudo o que sou
I
Nasci para a vida no campo
A trabalhar noite e dia
Sem perder qualquer encanto
No tempo do não havia
Assim foi passando o tempo
Trabalhando o dia inteiro
Para ganhar o sustento:
É vida de Seareiro.
Por isso digo o que sinto:
Sou um Doutor Engenheiro.
II
De tudo o que sei na vida,
Que trago sempre comigo,
Devo a meus pais e avós
E também a alguns amigos
Que tudo me ensinaram
E que agradecido estou
É tempo de agradecer
De tudo o que já passou.
Sou um Doutor Engenheiro
Do que a vida me ensinou.
III
Nasci um dia para paz
Mas para a guerra me levaram
Matar para não morrer
Foi tudo o que me ensinaram.
A guerra não era minha
Mas cumpri o meu dever.
Angola foi meu destino
No Vera Cruz embarquei
Sou um doutor Engenheiro
Aos homens devo o que sei.
IV
E quando a guerra acabou
Regressado ao não havia
Mudar de vida pensei
Para ganhar o que comia.
Emigrar foi meu destino
À Marinha vim parar
E deixei o meu lugar
Mas a saudade ficou.
Sou um Doutor Engenheiro
À vida devo o que sou.
MANUEL CALHANAS
A equipa pedagógica da turma EFA C, agradecida:
Mediadora – Dr.ª Isilda Silva;
Formadora de STC 1 – Dr.ª Sofia Henriqueto;
Formadora de sTC 2 – Dr.ª Maria José Borges;
Formadora de STC 3 – Dr.ª Andreia Neves;
Formador de STC 4 – Dr. António Ferreira;
Formador de STC 5 Dr. Nelson Almeida;
Formadora de STC 6 – Dr.ª Lúcia Ludovino;
Formadora de STC 7 – Dr.ª Sara Coelho;
Formadora de CP 1 e 2 – Dr.ª Andreia Cardoso
Formadora de CP 3, 4, 5, e 6 – Dr.ª Conceição Alves;
Formadora de CP 7 e 8 – Dr.ª Fátima Mota;
Formador de CLC - Dr. Jorge Alves;
Formador de Espanhol - Dr. Pedro Jacoto.
Por: Jorge Alves
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