Voluntariado

No ano europeu do voluntariado o GAAF
lança-nos mais um desafio!

Dr. Renato Melícias
O GAAF promoveu e professores e alunos aderiram! Cerca de meia centena de participantes juntaram-se na sala 3A22 para assistir a mais um projeto Escola Com Escolhas. Desta feita, realizou-se no dia 15 de Novembro, entre as 10h e as 11.45h, uma ação de sensibilização e informação cujo objetivo primordial é a criação de um banco de voluntários jovem.
A ação contou com a presença e colaboração de dois técnicos do município de Torres Vedras, a Drª Nélia Feliciano e o Dr. Renato Melícias. Ambos partilharam a sua vasta experiência nesta área, as suas alegrias e inquietudes. Os presentes puderam assim perceber a logística de um banco de voluntariado e a importância das boas práticas. A oferta de um serviço que complementa o trabalho existente pode ser um elemento facilitador de uma maior viabilidade ao mesmo. Mas não basta querer ser voluntário! Há procedimentos instituídos pela lei e pelo regulamento da entidade promotora do voluntariado. Após uma prévia inscrição, há lugar a uma entrevista para definir o perfil do voluntário de modo a  direcioná-lo para o domínio com o qual mais se identifica e onde  possa ser efetivamente uma mais-valia. De seguida, o voluntário faz uma formação inicial e só depois é assinado um contrato e assumidos os deveres e as responsabilidades das partes.
Plateia
A Drª Nélia fez questão de salientar a pertinência da formação contínua dada por técnicos especializados como fisioterapeutas e animadores socioculturais. O voluntariado atende às expectativas e às diferenças de cada um e abrange uma larga faixa etária por si só bastante heterogénea.
Foram ainda apresentados módulos pedagógicos preparados no sentido de informar, formar e auxiliar o voluntário, bem como projetos distintos que o município possui nesta área e ainda alguns testemunhos de jovens voluntários e instituições.
Já o Dr. Renato Melícias, diretor do centro de acolhimento temporário “Renascer, Torres Vedras”, falou da missão deste centro, que é acolher crianças e jovens vítimas de maus tratos, abandono, negligência e/ou outras formas de violência contra a dignidade da criança, assegurando as suas necessidades básicas e assumindo um papel ativo a nível social, educacional, terapêutico e emocional. No seu discurso, frisa a necessidade da criança ser trabalhada em todo o seu contexto e que a entrada das crianças cabe a entidades externas como a CPCJ (Comissão de Proteção de Crianças e Jovens).  Realça a ideia de que o voluntário se deve responsabilizar por minorar o desconforto imediato da criança, dando-lhe  atenção e melhorando a sua qualidade de vida. Claro que todo este processo passa  também pela família, em articulação com as outras entidades e instituições.
São vários os projetos de vida que orientam este tipo de instituições, como casos de  regresso à família biológica ou à família alargada e, quando tal não for viável, proceder-se à adoção. Em última instância, a criança permanecerá num lar de infância e juventude.
Desta ação salientamos a mensagem mais premente: Ser voluntário exige uma grande envolvência, uma partilha genuína de afetos, um respeito pelo outro, pelo seu tempo e espaço. Só assim, o voluntariado conduz a um crescimento e enriquecimento pessoal, só a compreensão e a adaptação de ambas as partes permite a conquista do respeito mútuo. Mas nem tudo pode e deve ser partilhado… muitas vezes o silêncio é de ouro e o voluntário, para além da sua capacidade de amar com intensidades diferentes, deve saber ouvir, ver e muitas vezes… calar.

Não nos calemos nós a este apelo e abracemos esta iniciativa. Dirige-te ao GAAF e preenche a tua ficha de inscrição.

Texto: Sofia Fazendeiro
Imagem: Alice Matias e Sofia Santos

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