Calazans Duarte em Auschwitz - Polónia
No âmbito do projeto europeu Comenius “I Feel Good” , a escola fez-se representar em finais de maio por 5 alunos e 2 professores.
| Delegação da Calazans na escola de Klonowa |
A delegação portuguesa foi acolhida pela escola de Klonowa, uma pequena, mas simpática localidade situada no centro do país co-anfitrião do Euro 2012. Na escola foram desenvolvidas atividades de índole diversa, relacionadas com o tema do projeto, que visa promover o bem-estar físico e hábitos de vida saudáveis. De salientar também a troca e partilha de culturas, diferenças e semelhanças entre os grupos participantes, nomeadamente da Escócia, Áustria, Turquia, Roménia, Polónia e Portugal.
Os alunos ficaram instalados em famílias locais, o que proporciona o contacto real e próximo com a cultura, hábitos e tradições Polacas. Como refere o João Bonifácio:
| Delegação da Calazans junto à frase mais sarcástica e maquiavélica da história |
Na minha opinião este projeto é uma mais valia, abre-nos os horizontes para a realidade dos outros países, permite-nos conhecer novas pessoas e desenvolver o nosso inglês! ou o Bernardo Ferreira: Uma experiência única. Novos amigos, novas paisagens, uma nova cultura.
O grupo transnacional visitou Cracóvia, a capital do país durante a monarquia polaca e recheada, portanto, de múltiplos pontos de interesse cultural e histórico. No campo de concentração de Auschwitz, o grupo colocou um ramo de flores em memória das mais de um milhão de vidas que aí foram ceifadas. Foi um momento de introspecção e reflexão sobre a ingerência ideológica no bem-estar das pessoas. Definitivamente, uma lição para a humanidade nunca esquecer!
Encontra-se agora o projeto em fase de conclusão, com a apresentação à comunidade educativa e local de um livro de receitas criado pelas 6 escolas, um DVD e um website ilustrativo da panóplia de atividades desenvolvidas nos 2 últimos anos.
Texto e imagem: Francisco Matos
É um traço comum à maioria (todos?) os regimes totalitários: subverter a História, a Cultura, as tradições, os valores dos países que tiveram a infelicidade (consentida ou não na altura) de viverem sob o seu jugo. Por cá, foi a adulteração da rica História portuguesa para lhe dar contornos mais salazaristas (desde as cores da bandeira nacional que eram simplesmente as cores do Partido Republicano que derrubou a Monarquia ao racismo bacoco necessário para justificar um Império colonial risível e uma guerra suicida). Na Alemanha foi a riqueza da Cultura musical, filosófica e mitológica. Esta frase «Arbeit macht frei» foi mais uma dessas apropriações cancerosas feita pelo regime (e colocada em vários Campos de Concentração) desse pequeno cabo da Baviera que seria o primeiro na fila caso os critérios de extermínio do seu regime a todos abrangesse (ele é o perfeito exemplar de tudo o que não era o «Ariano» fictício por ele imaginado: do cabelo escuro e ralo à doença de Parkinson precoce). A frase surgiu como título de um livro de 1873 no qual jogadores e burlões deixam para trás os seus vícios depois de se dedicarem a trabalhos honestos e meritórios. Como é usual em pessoas de pequena estatura moral e intelectual, os acéfalos nacional-socialistas roubaram a criatividade de uns para fingirem ter o brilho que não tinham. Parabéns pelo papel de representação nacional e pela viagem interessante que proporcionou.
ResponderEliminar