Hora do conto

Aqui se demonstra como o romantismo não passou de moda, nem é uma coisa de antigamente. Veja-se também, como neste tempo de muitas tecnologias e muitos mundos virtuais, a rádio conserva ainda a sua doce magia, provocando sinceros e puros sentimentos, que este jovem casal nos transmite, com a simplicidade pura de suas almas apaixonadas.
Saibamos, pois, viver em toda a sua plenitude estes momentos que a vida raramente nos proporciona.


NA RÁDIO, MOMENTOS DE MAGIA

Capítulo I

Na pequena aldeia da Serra Do Porto De Urso, vivia uma rapariga chamada Cátia. Tinha 16 anos, o seu cabelo era longo e castanho, e os seus olhos pareciam estrelas a brilhar numa noite de lua cheia. A sua mãe, uma senhora de média idade, um dia, pediu-lhe que fosse à mercearia de Tia Adelaide, para comprar bolachas e café para as visitas.
Ao chegar à mercearia, o Emanuel, um cliente habitual, tentou pôr conversa com ela, pois reparou nos seus belos olhos cor de avelã. Não era a primeira vez que o Emanuel olhava para a Cátia, mas esta sempre continuava os seus afazeres, sem lhe dar grande importância. Ele também não era rapaz de desistir, quando acreditava em alguma coisa, lutava por ela até a conseguir.
Um belo dia, e porque sabia que na aldeia era habitual em todas as casas ouvir-se a rádio, os discos pedidos, ele resolveu ligar para a rádio, com a intenção de se declarar à Cátia, perante os ouvidos atentos de toda a Aldeia. Até esse momento, a Bela Adormecida da Cátia não ligava ao Emanuel, mas depois da declaração na rádio, pareceu ter descoberto o seu príncipe encantado, como acontece nas histórias com final feliz.
Os próximos capítulos imagina quais são...

Capítulo II                                                             

Se já imaginaste, agora desvendamos um pouco mais do que aconteceu e saberás onde te levou a tua imaginação.
Apesar de no capítulo anterior tudo levar a um final perfeito, isso não aconteceu: os obstáculos encontrados no caminho revelaram-se difíceis de superar.
Veremos como acaba esta história em que agora falaremos na perspetiva do príncipe encantado.
Emanuel Duarte, durante uma parte da sua vida, viveu na pequena, mas bela vila de Vieira de Leiria, relativamente perto da terra onde morava a sua bela adormecida.
Ele adorava ir para a praia passear, ver o pôr-do-sol e apreciar toda a paisagem envolvente.
Um dos seus grandes vícios era a pesca desportiva. Por esse motivo, sempre que podia, lá ia ele até à praia, a ver o mar.
Num desses belos dias, reencontrou a bela rapariga, de nome Cátia. Recomeçaram uma grande e bela amizade, que tinha ficado perdida no tempo, ainda que, apesar de todos os contratempos, ele continuasse a achar que ela era a sua bela adormecida. Como na altura ele já possuía carta de condução, ia levar a Cátia a casa, depois de passearem.
Durante essas viagens, ouviam quase sempre a mesma rádio, que passava, praticamente, sempre à mesma hora, a mesma bela e romântica música, de um grupo musical de nome “Scorpions”.
Não se sabe se foi devido à rádio ou à música, mas uma coisa é certa: foi na praia, a ouvir aquela rádio e aquela música, que ele e a Cátia deram um beijo muito apaixonado e recomeçaram a namorar, depois de alguns contratempos que não vos conto, para que possam fantasiar.
Aquela rádio não será esquecida, decerto que ainda hoje estes pombinhos a ouvem, tal como ouvem “Scorpions”, grupo do qual passei a ser o fã número 1.
Garanto-vos que o final desta história não podia ser mais feliz!
Por muita imaginação que tenham tido, o final não poderia ser outro.
Quando se fala de um grande Amor…

Fim
Cátia Matias & Emanuel Duarte
Formandos  da Turma EFA O

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